Roger Machado aproveitou a visita a Bogotá para promover um teste de elenco que teve caráter prático e estratégico. Em altitude (cerca de 2.640 m), o São Paulo arrancou um 0 a 0 com o Millonarios no El Campín, resultado que mantém o clube na liderança do Grupo C da Copa Sul-Americana com sete pontos.
A escalação sofreu alterações: Tolói, Lucas Ramon, Danielzinho, Artur, Luciano e Calleri foram preservados; Alan Franco e Sabino seguiram como os únicos habituais entre os titulares. O treinador mudou o desenho para um 3-5-2, com André Silva e Tapia à frente, e explicou que a opção buscou neutralizar o jogo aéreo e as inversões do adversário em um ambiente desgastante.
No segundo tempo, com a perda de intensidade pela altitude e maior controle do rival, Roger tentou ajustes com pontas rápidos para explorar contra-ataques dentro do 5-4-1. Também usou a viagem para dar rodagem a reservas: Coronel, Nicolas e Djhordney ganharam minutos como parte de um processo de integração entre juventude e experiência. Paulinho e Ryan foram descritos como opções de referência, com o último em retorno gradual após lesão.
O empate tem leitura dupla: assegura vantagem na chave e preserva atletas para o calendário apertado, mas expõe limites de entrosamento quando o treinador escala muitos testes em jogos de alto risco físico. O São Paulo volta ao Brasileiro no domingo, contra o Bahia, e só retorna à Sul-Americana em 7 de maio, contra o O’Higgins — prazo curto para ajustar cobranças táticas e consolidar as oportunidades dadas aos jovens.