Roger Machado deixou o gramado do Morumbi vaiado ao término da vitória por 1 a 0 sobre o Juventude, pela quinta fase da Copa do Brasil. Apesar do resultado favorável, o ambiente de cobrança que o cerca voltou a se manifestar nas arquibancadas e atravessou o vestiário.

No aspecto técnico, o São Paulo controlou grande parte do primeiro tempo (aproximadamente 65% de posse) e abriu o placar com Luciano. O jogo teria condições de ser mais amplo: o adversário ficou com um jogador a menos logo no início da etapa final, mas o time desperdiçou chances — inclusive um pênalti cobrado por Calleri que foi defendido — e não conseguiu sacramentar a classificação.

Em entrevista após a partida, o treinador disse que continuará no cargo enquanto a direção entender que isto é adequado e que recebeu demonstrações de apoio internas, incluindo do presidente e de membros da comissão. Roger admitiu o incômodo com a pressão externa, argumentou que ela contamina a preparação e afeta a ansiedade dos atletas, e reconheceu ter feito ajustes táticos que talvez pudessem ter ocorrido em momento diferente.

O episódio deixa claro que, no São Paulo, resultados pontuais não têm sido suficientes para estancar o desgaste. A manutenção pública do respaldo da diretoria dá fôlego ao técnico, mas a reação da torcida indica que a tolerância diminuiu: será necessário combinar atuações mais convincentes com sinais claros de evolução para recuperar confiança e reduzir o ruído que tem prejudicado a equipe.