O Brasil chegou a um ponto histórico em Roland Garros: o goiano Luis Guto Miguel, de 17 anos e principal favorito da chave juvenil, derrotou o compatriota Leonardo Storck na semifinal e garantiu presença na final. A vitória de 2 sets a 1 (6/1, 3/6 e 6/2) coloca o país a uma partida de conquistar um título juvenil que foge desde a década de 1960.

Guto Miguel, cabeça de chave número 1, teve que suar para superar um adversário que treinou com ele durante a pré-temporada. Depois do jogo, o jovem destacou a dificuldade do duelo e afirmou que precisou entregar o máximo para sair vencedor — um sinal de maturidade competitiva em torneios de alto calibre. Na decisão, ele enfrentará o norte-americano Michael Antonius, 14º cabeça, em partida marcada para este sábado (6).

A possibilidade de título tem peso simbólico: a última vez que um brasileiro chegou tão perto na chave juvenil foi em 1967, com Luís Felipe Tavares; antes dele, Edison Mandarino (1959) e Thomas Koch (1962 e 1963) também chegaram à final. No torneio adulto, o país já teve glórias no saibro, como o tricampeonato principal e o título juvenil de duplas de Gustavo Kuerten em 1994, mas o troféu individual juvenil em Paris ainda falta ao país.

Nem todas as frentes tiveram êxito nesta sexta. A potiguar Victoria Barros, 3ª cabeça de chave, foi superada pela chinesa Sun Xinran por 6/2 e 6/3 e perdeu a chance de disputar a final feminina juvenil. Nas duplas do torneio principal, a paulistana Luisa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski foram eliminadas na semifinal pela parceria Siniakova/Townsend, por 6/0 e 6/1. Resta ao público brasileiro concentrar expectativas em Guto Miguel para coroar uma semana histórica em Paris.