Romário não poupou críticas após a eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas da Copa do Mundo. Em declaração ao seu canal, o tetracampeão responsabilizou diretamente Endrick pela oportunidade perdida já no segundo tempo, cobrou mais frieza na conclusão da jogada e apontou falhas de atitude na hora decisiva. O comentário reacende a discussão sobre o aproveitamento do jovem, que atuou como reserva no torneio e chegou à competição com minutos limitados pelo clube.
O ex-atacante também questionou a gestão de cobranças de pênalti. Romário disse não concordar com a ordem que manteve Bruno Guimarães como batedor, apesar de, na avaliação pública do próprio comentarista, Vinícius Júnior ter sinalizado aptidão para a cobrança. A decisão, segundo o comentarista, foi fruto de uma opção técnica prévia — confirmada por Ancelotti — mas deixou margem para debate sobre liderança e tomada de decisão em campo.
A atuação do treinador italiano foi outro alvo. Romário criticou a escolha de Ancelotti ao substituir Bruno Guimarães por Éderson e também a condução do elenco após a lesão do lateral Wesley, argumentando que a comissão não repôs adequadamente a posição. Sem apontar alternativas nominalmente, o ex-jogador expressou surpresa pela sequência de opções táticas e pela leitura de jogo no momento crucial do confronto.
As declarações intensificam o debate sobre a estratégia da Seleção: a mistura de juventude e experiência, a gestão de minutos dos atletas em clubes e a responsabilidade do treinador por erros decisivos. Mais do que um desabafo, as críticas de Romário voltam a colocar sob pressão escolhas técnicas e organizacionais da comissão, abrindo espaço para questionamentos públicos sobre o projeto do time após uma eliminação precoce.