Ronald Koeman oficializou nesta terça-feira a demissão do cargo de treinador da seleção da Holanda, um dia após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026. A equipe foi eliminada por Marrocos nos pênaltis, depois de empate por 1 a 1 em Monterrey, e a decisão foi comunicada em publicação conjunta com a federação nas redes sociais.

Com 63 anos, Koeman estava no comando da Oranje desde 2023, em sua segunda passagem à frente da seleção — a primeira durou entre 2018 e 2020. A campanha no torneio e atuações pouco convincentes na fase de grupos intensificaram críticas e tornaram seu posto insustentável após a derrota nos pênaltis.

O treinador admitiu que a saída dói e fez um balanço da carreira, lembrando passagens por Ajax, PSV e Feyenoord, além de trabalhos no exterior como Barcelona, Valencia e Everton. Em sua nota, Koeman afirmou sentir em plenitude a responsabilidade inerente ao cargo de treinador nacional e lamentou não ter alcançado o objetivo de fazer história com a seleção.

A pressão pública aumentou após o confronto com um jornalista na entrevista coletiva subsequente à eliminação, episódio que evidenciou o clima tenso em torno do trabalho. Koeman também destacou razões pessoais para definir o fim do ciclo: ressaltou a prioridade à saúde da família e agradeceu o apoio da esposa Bartira, que enfrenta tratamento médico.

A demissão abre uma nova etapa para a Federação Holandesa (KNVB), que terá de escolher o sucessor em momento delicado do ciclo esportivo. A curta duração dos dois mandatos de Koeman e a eliminação precoce na Copa dão margem a um debate sobre projeto, direção técnica e reformas necessárias para recuperar a competitividade da seleção.