Ronaldinho Gaúcho voltou a falar da Copa de 2002 e não escondeu a emoção ao recordar a conquista do penta. Em entrevista feita por Denilson, companheiro daquela seleção, o ex-craque destacou a convivência entre os jogadores e a intensidade do momento: para ele, ser campeão mundial é uma marca que dura a vida toda.

Ao comentar a atual geração, Ronaldinho foi direto sobre o principal debate da semana: a convocação de Neymar. Perguntado se levaria o atacante, ele disse que o incluiria — desde que esteja em condições físicas — e o tratou como o melhor entre os jogadores brasileiros do período recente. A posição reforça a preferência do público por nomes de peso quando se aproxima um Mundial.

O recado tem impacto simbólico: ídolos que destacam um atleta ajudam a moldar a pressão pública em torno da lista final, mas a decisão cabe ao técnico Carlo Ancelotti, que marcará a convocação no Rio de Janeiro no dia 18 de maio. A seleção estreia em 13 de junho contra Marrocos; Haiti e Escócia completam o Grupo C.

Além do apelo pessoal a Neymar, Ronaldinho destacou a saudade dos companheiros de 2002 e a singularidade de ser campeão do mundo. O tom do ex-jogador mistura memória afetiva e opinião — elemento que costuma ressoar entre torcedores e mídia, mesmo sem alterar o caráter técnico da escolha do treinador.