Aos 46 anos e onze anos após sua última partida profissional, Ronaldinho foi oficialmente apresentado pelo Ravenna, clube da terceira divisão italiana. O anúncio, feito em junho sob a marca R10, coloca o ex-craque não apenas como possível jogador — ele pode ser inscrito para partidas oficiais — mas também como acionista e rosto de um projeto que mistura futebol, marketing e internacionalização da marca do time.

Apesar de afirmar estar em boa forma e manifestar o desejo de alcançar o 300º gol da carreira, o brasileiro deixou claro que a decisão sobre sua estreia caberá ao treinador. O acordo prevê participação em ações promocionais e eventos internacionais, além de ao menos uma partida prevista na agenda, segundo o clube. A chegada foi celebrada em evento que reuniu dirigentes e parceiros, em sintonia com a proximidade entre Ronaldinho e o presidente do Ravenna, Ignazio Cipriani.

O movimento tem leitura dupla: esportiva e promocional. No campo prático, a presença de um nome global tende a ampliar visibilidade, atrair público e patrocínios para um clube de menor expressão; no plano técnico, resta dúvida sobre quanto tempo de jogo e rendimento competitivo um atleta que não disputa profissionalmente desde 2015 terá numa liga exigente mesmo na terceira divisão. A iniciativa também faz parte do projeto pessoal do jogador, que planeja uma turnê mundial para se despedir dos gramados.

Para o Ravenna, o acerto é aposta em marca e receita; para Ronaldinho, é oportunidade de encerrar a carreira em palco internacional. Resta saber quando, e em que condições, o craque voltará a entrar em campo — e se a busca pelo gol 300 será apenas simbólica ou terá reflexo esportivo concreto.