Ronda Rousey voltou ao cage e resolveu a principal atração da noite em Los Angeles com extrema rapidez: 17 segundos. A ex-campeã olímpica e primeira mulher eleita ao Hall da Fama do UFC derrubou Gina Carano, venceu o ground and pound inicial e encaixou uma chave de braço que obrigou a desistência da adversária. As duas, vindas da aposentadoria, protagonizaram um encontro que deveria durar até cinco rounds, mas acabou em um sopro.

A cena reforça o que já se sabia sobre Rousey como grappler: predominância técnica e capacidade de finalizar cedo. Aos 37 anos, ela soma mais uma vitória relâmpago ao histórico de lutas — a reportagem menciona que foi a nona vitória da lutadora em menos de um minuto nas artes marciais mistas — e, no pós-luta, deixou claro que pretende priorizar a família em vez de um retorno definitivo ao circuito. Carano, aos 44, admitiu ter sentido-se pronta e não descartou a possibilidade de novas lutas, mas a derrota rápida expõe as limitações de quem passou longos anos afastada.

Gina Carano tem papel de destaque na história das mulheres no MMA: pioneira nos Estados Unidos, retornou após 17 anos longe do esporte e carregou uma carreira de sete vitórias e uma derrota — para Cris Cyborg, em 2009 — antes de migrar para a atuação. Após o fim do combate em Los Angeles as lutadoras trocaram abraços e palavras de admiração, cena que sublinha a dimensão simbólica do confronto entre duas figuras que ajudaram a abrir caminho para as mulheres no octógono.

O card teve outros desdobramentos importantes: Mike Perry venceu Nate Diaz por nocaute técnico no segundo round; Francis Ngannou nocauteou Philipe Lins ainda no primeiro assalto; Robelis Despaigne superou Junior 'Cigano' também por nocaute; já Aline Pereira e Adriano Moraes saíram vitoriosos em suas lutas. Para o público brasileiro, a presença de quatro compatriotas trouxe resultados mistos, enquanto a finalização de Rousey reafirma sua relevância esportiva e deixa em aberto o saldo definitivo da volta de Carano ao MMA.