Rossi foi protagonista da vitória por 1 a 0 do Flamengo sobre o Fluminense no Maracanã ao fazer defesas importantes que ajudaram a manter a liderança do Campeonato Brasileiro. Em um clássico de alto valor simbólico, a atuação do goleiro atenuou o peso da falha recente e devolveu confiança ao camisa 1 numa partida marcada pela tensão.
O episódio em que perdeu a bola para Jorginho, no duelo com o Santos, resultou em pênalti e expulsão do adversário, e passou a ser alvo de críticas públicas. Rossi rejeitou a ideia de buscar um bode expiatório, qualificou a reagressão nas redes como excessiva e insistiu que o erro foi parte de uma sequência de decisões e do jogo coletivo — posição que tira o foco exclusivo sobre sua figura, mas não elimina o custo político e emocional das cobranças.
O goleiro também chamou atenção para o impacto das mensagens nas pessoas próximas e na rotina do elenco, pedindo mais respeito diante da pressão por títulos. Internamente, a resposta veio com apoio dos reservas e da comissão técnica, uma demonstração de que a coesão do vestiário tem sido tratada como ativo na gestão da pressão e na busca por resultados decisivos.
Além do alívio pelo clássico, Rossi tem pela frente a semifinal da Libertadores contra o Estudiantes, em La Plata. O confronto internacional eleva a exigência e transforma qualquer oscilação em risco de desgaste maior — a vitória sobre o Fluminense, portanto, serve tanto para recuperar imagem quanto para adiar um problema que pode crescer se não houver sequência positiva nas próximas semanas.