Alvo de cobrança da torcida após sofrer uma série de gols de longa distância, o goleiro Rossi saiu em defesa própria nesta quinta-feira. Em entrevista no Ninho do Urubu, o argentino reconheceu um ajuste de posicionamento no lance com Arroyo, na derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro, mas rebateu a ideia de que todo tento de fora da área seja necessariamente uma falha do goleiro.
Rossi destacou que alguns chutes, como o de Erick pelo Vitória na Copa do Brasil, têm características que os tornam praticamente indefensáveis no momento da finalização. Segundo ele, a visão do goleiro é frequentemente encoberta por atacantes e defensores, e a tomada de decisão precisa ocorrer em frações de segundo — fatores que, somados, explicam parte da sequência negativa que vem sendo questionada.
No balanço de 2026, o goleiro sofreu oito gols em finalizações de longa distância. Em três desses lances — contra Castillo (Lanús), Pitta (Bragantino) e Vitinho (Internacional) — Rossi estava adiantado em função do desenrolar da jogada; nos outros cinco, estava posicionado na meta. Para preservar o foco, o jogador afirma não acompanhar redes sociais e remete à experiência de quase dez anos entre Boca Juniors e Flamengo para lidar com a pressão.
Com o clássico contra o Botafogo marcado para domingo, às 16h, no Maracanã, a tendência é que Rossi siga como titular. Ainda assim, a sequência de gols de fora da área amplia a cobrança da torcida e alimenta um debate técnico interno: se por um lado o arqueiro tem carta branca do clube, por outro sobra a necessidade concreta de reduzir a exposição a finalizações de longa distância e de ajustar posicionamentos em momentos decisivos.