O Cruzeiro anunciou o empréstimo por um ano do atacante Ruan Índio ao Radomiak Radom, da Polônia. Nas redes sociais, o jogador se despediu do clube celeste, agradeceu a trajetória de 11 anos nas categorias de base e disse esperar um até logo. A negociação confirma a saída temporária de uma peça que já foi destaque nas seleções de base.

Ruan ganhou projeção no Sub-17, quando foi convocado para a seleção e virou um dos nomes da base, inclusive com feito incomum: marcou 13 gols contra o rival Atlético-MG durante sua trajetória nas categorias de formação. Em 2023, mesmo ainda com idade para o Sub-17, transitou no Sub-20 e conquistou a Copa do Brasil de base, o que levou o clube a renovar seu contrato com uma multa de R$ 320 milhões para o exterior.

O ano de 2025, porém, trouxe um revés. Lesões afastaram o atacante por cerca de quatro meses, prejudicando sua sequência e reduzindo as chances de integrar o time principal — apesar de ter participado de treinos com o elenco profissional, Ruan não chegou a estrear. O empréstimo à Polônia surge como resposta a esse cenário: uma oportunidade de rodagem e recuperação de ritmo em outro ambiente competitivo.

Para o Cruzeiro, a saída temporária revela um dilema comum às bases de clubes grandes: transformar talento jovem em jogador do profissional exige manejo de oportunidades e gestão de lesões. Para o atleta, a missão é clara: recuperar-se, mostrar consistência e reabrir caminho para voltar com força ao futebol brasileiro ou viabilizar uma transferência definitiva ao mercado europeu.