O zagueiro Ruan, do Atlético-MG, recebeu alta hospitalar na manhã desta quarta-feira depois de exames de imagem que não apontaram lesões estruturais na coluna ou no crânio. O jogador permanecerá sob acompanhamento do departamento médico e seguirá o protocolo de concussão estabelecido pela CBF.

O lance ocorreu ainda no primeiro tempo do clássico com o Cruzeiro: após disputar a bola pelo alto, Ruan bateu a cabeça ao cair no gramado depois de contato com o atacante Kaio Jorge. Ele chegou a tentar continuar em campo, foi reavaliado pelo médico Rodrigo Lasmar e acabou substituído aos 18 minutos pelo jovem Vitão, sendo encaminhado ao hospital no intervalo.

Desde 2024 a CBF permite que clubes realizem uma substituição adicional em situações de suspeita de concussão sem custos sobre as cinco trocas regulamentares. Para ativar o mecanismo, a comissão técnica sinaliza à arbitragem com um cartão vermelho; por isonomia, a equipe adversária também recebe uma alteração extra.

Pelo regulamento, jogadores submetidos ao protocolo precisam ficar afastados por, no mínimo, cinco dias a partir do episódio de impacto na cabeça. Na prática, isso tira Ruan do confronto do sábado, contra o Vitória, na Arena MRV. A possibilidade de retorno para o jogo de volta pela Copa do Brasil dependerá das próximas avaliações médicas.

O episódio reacende a discussão sobre a intensidade dos clássicos e a aplicação das medidas disciplinares: houve debate sobre uma possível expulsão de Kaio Jorge, e o diretor do Atlético-MG criticou a falta. O protocolo protege a saúde do atleta, mas também traz consequências esportivas imediatas para o clube.