O Atlético-MG precisou repaginar a defesa ainda no começo do clássico com o Cruzeiro no Mineirão: Ruan sofreu um forte choque com Kaio Jorge logo no primeiro minuto, bateu a cabeça no gramado e, apesar de tentar seguir em campo, caiu novamente aos 17 e foi substituído por precaução. O atendimento foi comandado pelo médico Rodrigo Lasmar.
Vitão, de 18 anos, entrou para formar a linha defensiva ao lado de Vitor Hugo e Alan Franco. A mudança impôs ajustes imediatos na organização do time e expõe a necessidade de opções experientes no elenco para lidar com episódios inesperados em jogos de alta intensidade.
Por conta da pancada na cabeça, o clube acionou o protocolo de concussão adotado pela CBF em 2024: a troca foi autorizada sem descontar uma das cinco substituições regulares, mediante sinalização à arbitragem com cartão específico. A medida prevê isonomia, dando também uma alteração extra ao adversário.
Regulamentarmente, jogadores submetidos ao protocolo precisam ficar afastados por, no mínimo, cinco dias a partir do trauma craniano, o que deixa o departamento médico em alerta e complica as opções do técnico para as próximas partidas. O episódio reforça a importância do monitoramento e do cuidado imediato em choques de cabeça.