O São Paulo anunciou a demissão de Roger Machado após a eliminação na Copa do Brasil. Em entrevista, o executivo de futebol Rui Costa admitiu que o resultado pesou e que o aumento da pressão externa tornou inevitável a troca no comando. "Pelo que fizemos no primeiro jogo e deixamos de fazer hoje, entendemos que a pressão externa aumentaria ainda mais", afirmou o dirigente, segundo o clube.
Rui Costa reforçou que a contratação de Roger, em março, não foi uma decisão pessoal: a escolha contou com o departamento de futebol, o presidente Harry Massis e outras lideranças. A saída do técnico, disse o executivo, também teve compreensão recíproca: não foi um movimento precipitado por um episódio pontual, mesmo com um áudio vazado nos dias anteriores em que o presidente parecia bancar a permanência.
No curto período em que dirigiu o time, Roger esteve à frente em 17 partidas, com sete vitórias, quatro empates e seis derrotas. A gestão reconheceu os esforços, mas avaliou que a continuidade do processo ampliaria desgastes e poderia comprometer o ambiente do vestiário e o planejamento a curto prazo.
Com a diretoria sob novo escrutínio após a troca de técnicos em menos de três meses, o São Paulo volta as atenções ao Campeonato Brasileiro: encara o Fluminense no sábado, às 19h, no Maracanã. A demissão reforça a narrativa de instabilidade técnica e exige respostas rápidas da gestão para evitar que a oscilação se transforme em prejuízo esportivo e político ao longo da temporada.