O UFC realizado em Las Vegas na noite de sábado confirmou um resultado duro para o Brasil: de oito atletas no card, apenas Raoni Barcelos e Talita Alencar triunfaram. No combate que abriu o card principal, o norte-americano Ryan Spann impôs seu poder e encerrou a busca de Marcus "Buchecha" pela primeira vitória no Ultimate com um nocaute no segundo round.

Especialista consagrado do jiu-jítsu, Buchecha tentou levar o confronto para a luta agarrada nos momentos iniciais, mas sofreu transições que permitiram a Spann escapar e retomar a iniciativa. No segundo assalto, uma sequência de golpes no centro do octógono derrubou o brasileiro; o árbitro interrompeu aos 2min10s do round quando Spann se aproximava para seguir a pressão. Com o revés, Buchecha passa a somar duas derrotas e um empate no UFC.

Na co-luta principal, Raoni Barcelos construiu a vitória sobre Montel Jackson por decisão dividida e emendou a quinta vitória seguida na organização — um alívio para a delegação verde e amarela em uma noite com resultados aquém do esperado. O confronto teve momentos de queda, pressão na grade e tentativas de finalização por parte do brasileiro, que contou com um bom trabalho no terceiro round para convencer os juízes.

O card também teve resultados de destaque fora do núcleo brasileiro: o ex-campeão Aljamain Sterling superou Youssef Zalal por decisão unânime em cinco rounds e reforçou a possibilidade de voltar ao topo da categoria, enquanto Norma Dumont foi derrotada pela panamenha Joselyne Edwards por decisão unânime, encerrando sua sequência de seis vitórias.

No balanço geral, o evento expôs contrastes: performances individuais positivas, como as de Spann e Barcelos, e uma conta amarga para o Brasil, que teve só duas vitórias em oito entradas no octógono. Para Buchecha, a passagem pelo UFC segue sem a vitória que o consolidaria na transição do jiu-jítsu para as lutas mistas; para a equipe brasileira, o resultado aponta a necessidade de ajustes táticos e preparação visando próximas oportunidades.