O PSG saiu de campo com a vitória por 4 a 2 sobre o Barcelona, mas a manchete que ficou nas páginas esportivas francesas voltou-se para o goleiro Igor Safonov. O jornal L'Équipe registrou que os dois gols sofridos no canto mais próximo ao camisa 1 reforçam um padrão já observado ao longo de 2026/27: chutes no chamado primeiro poste têm sido recorrência e fonte de críticas.
Segundo o levantamento do diário, os tentos de Xavi Espart e Lamine Yamal elevaram para nove o total de gols sofridos por Safonov nessa posição — quase metade dos 20 gols que o atleta já levou na temporada. A lista de situações semelhantes inclui lances em partidas com Mallorca (pré-temporada), Aston Villa (Supercopa da Uefa), Rennes, Monaco, Strasbourg e Olympique de Marseille, o que transforma o episódio contra o Barça em evidência estatística, não em coincidência isolada.
A repetição do problema tem implicações práticas: adversários passam a mirar conscientemente aquele espaço, enquanto a comissão técnica do PSG precisa decidir entre ajustar posicionamento, treinar saídas e reflexos específicos ou reavaliar coberturas defensivas que deixam Safonov exposto. Em um clube do calibre do PSG, falhas reiteradas no mesmo ponto funcionam como dado tático explorável e como gerador de pressão na imprensa e na torcida.
A cobertura francesa já faz o contraponto entre a atuação coletiva de alto nível do PSG e a fragilidade individual do goleiro nesse aspecto. O cenário exige resposta rápida: se a equipe não corrigir a tendência, o problema tende a reaparecer em jogos decisivos e a transformar uma vulnerabilidade técnica em risco esportivo maior para a temporada.