Mohamed Salah pode ter se despedido do torcedor do Liverpool em Anfield. O atacante egípcio precisou ser substituído aos 14 minutos do segundo tempo da vitória por 3 a 1 sobre o Crystal Palace, queixando‑se de dores na parte posterior da coxa esquerda. A equipe médica fará exames para apurar a gravidade.

Há um mês o jogador anunciou que deixará o clube ao fim da temporada europeia, em junho. Embora seu contrato vá até meados de 2027, a saída já foi confirmada para ocorrer um ano antes. Se a lesão for confirmada, há real risco de que Salah não volte a vestir a camisa do Liverpool nesta campanha.

O técnico Arne Slot admitiu ausência de informações precisas sobre a extensão do problema e lembrou que a temporada termina em quatro semanas, prazo curto para avaliar disponibilidade. A notícia também acende incerteza sobre a reta final do clube, que ocupa o quarto lugar da Premier League com 58 pontos — mesma pontuação do Manchester United e do Aston Villa — e já está fora da Champions League e da Copa da Inglaterra.

Além do impacto esportivo imediato — perder um dos principais artilheiros e referências do ataque nos jogos decisivos —, a possível ausência de Salah teria forte carga simbólica para o Liverpool e para os torcedores que festejaram o ídolo em Anfield. Resta esperar os exames, na esperança de uma recuperação rápida, enquanto o clube precisa trabalhar alternativas num momento em que cada ponto tem peso na classificação final.