Indignado com a derrota por 1 a 0 para o Flamengo, no Maracanã, o lateral Samuel Xavier foi direto ao ponto: a não expulsão de Pablo Pulgar, por falta sobre Germán Castillo aos 30 minutos do primeiro tempo, mudou o jogo. O jogador disse que o lance ficou claro nas imagens e que, se o Flu tivesse um homem a mais desde cedo, a partida seria outra.

O comentarista de arbitragem PC Oliveira também avaliou que o duelo pedia cartão vermelho. Rafael Klein foi o árbitro de campo e Daniel Nobre Bins atuou no VAR. Samuel questionou a justificativa do juiz — de que a entrada teria sido acidental — e apontou que a perna do adversário estava em posição alta, o que caracterizaria jogada passível de expulsão.

Além do impacto imediato no clássico, o resultado tem efeito prático na tabela: o Flu ficou 13 pontos atrás do líder Flamengo. Com partidas importantes pela frente — o clássico do Brasileirão contra o Santos e a ida das semifinais da Libertadores contra o Palmeiras — o clube verá o episódio cobrado e potencialmente usado como argumento sobre consistência da arbitragem em jogos decisivos.

A reclamação do Fluminense reforça uma demanda frequente por mais clareza e padronização no uso do VAR em lances de possível expulsão. Em um campeonato decidido por detalhes, a percepção de insegurança dos árbitros em decisões de grande impacto alimenta questionamentos sobre competitividade e critérios adotados em clássicos.