O Santa Cruz virou assunto no balanço de público do futebol brasileiro em 2026. A média de 14,3 mil pagantes por jogo colocou o Tricolor em 16º no ranking nacional e fez o clube ultrapassar cinco equipes da Série A — um indicador concreto da mobilização da sua torcida enquanto a equipe lidera o Grupo B do quadrangular do acesso, com nove pontos.

O salto nos números teve ápice no último domingo: a vitória por 1 a 0 sobre o Floresta na Arena de Pernambuco reuniu 44,9 mil torcedores, recorde do clube no ano. Na comparação direta, o Santa Cruz aparece à frente de Botafogo (13,1 mil), Santos (13 mil), Chapecoense (10 mil), Mirassol (5,7 mil) e Bragantino (3,9 mil).

O panorama nacional segue dominado por gigantes: o Flamengo lidera com média de 52,3 mil pagantes, seguido pelo Corinthians (38,9 mil). Cruzeiro (33,4 mil), Bahia (30,9 mil) e São Paulo (28,7 mil) fecham o top 5. Fora da Série A, Paysandu (13,1 mil) e Ceará (12,7 mil) também figuram entre as 20 maiores médias. O cálculo considera ingressos usados e arrecadação informada no borderô.

Além do aspecto simbólico, a presença em massa nas arquibancadas tem efeito prático: aumenta receita de bilheteria e cria ambiente favorável ao desempenho em campo — fatores que podem pesar na conta do acesso. O fenômeno do Santa Cruz também lembra que clubes de divisões inferiores conseguem, com organização e desempenho, disputar espaço com clubes da elite na relação com o torcedor.