Santi Rodríguez reapareceu como protagonista na reta final do jogo contra o Athletico-PR: entrou no segundo tempo, marcou duas vezes e colocou o Botafogo novamente na partida, mas não impediu a derrota por 3 a 2. As bolas na rede deram ao uruguaio uma sobrevida esportiva num momento de incerteza técnica.
A oportunidade veio com Rodrigo Bellão, interino que tem mostrado preferência por movimentar o grupo. O comandante ressaltou a confiança nos atletas enquanto não há definição no mercado; a diretoria, por sua vez, mantém tratativas com o Columbus Crew e só considera vender, não empréstimo, até a janela fechar em 11 de setembro.
O episódio reforça um histórico recente de instabilidade entre jogador e comissão: Santi foi criticado por reclamar do tempo em campo após o jogo com o Cruzeiro e chegou a ficar fora da lista para o clássico com o Fluminense, mesmo tendo treinado entre os titulares. Antes da pausa para a Copa do Mundo, seu estafe já havia dialogado com a diretoria sobre saída — proposta de empréstimo foi descartada.
Do ponto de vista prático, os dois gols mudam o enquadramento: valorizam o jogador e podem dificultar uma saída rápida, enquanto pressionam o Botafogo a decidir entre vender agora por um valor menor ou manter o atleta e correr o risco administrativo e esportivo. A sequência de técnicos e escolhas de elenco evidencia falhas de planejamento que o clube precisa corrigir antes do fechamento da janela.