Uma cena atípica marcou o início do clássico no Allianz Parque: os jogadores do Palmeiras entraram em campo e permaneceram perfilados para a execução do Hino Nacional sem a presença dos atletas do Santos. A imagem, incomum para um jogo do Campeonato Brasileiro, chamou atenção de torcedores e da cúpula do clube.
A delegação santista chegou atrasada ao estádio. O Santos informou que a Polícia Militar alterou a rota de acesso por questões de segurança, e um trajeto que normalmente leva cerca de 20 minutos teria demorado aproximadamente 40. Com a demora, o protocolo foi ajustado e o Peixe só entrou após o término do hino; o pontapé inicial acabou adiado por alguns minutos.
O episódio acende dúvidas práticas e administrativas sobre a coordenação entre clubes, autoridades e organização do evento. O artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva prevê multas para o retardo no início ou reinício das partidas, com valores que vão de R$ 100 a R$ 100 mil, o que transforma um atraso aparentemente operacional em potencial problema disciplinar.
No aspecto esportivo, o confronto valeu pela 14ª rodada do Brasileirão: o Palmeiras segue líder, com 33 pontos, enquanto o Santos soma 15 e aparece em 15º. Para o time alvinegro, além do impacto imediato no cronograma, o episódio representa mais um desgaste em um momento de resultados irregulares e pressão pela reação.
Mais do que minutos perdidos, o caso expõe fragilidades de logística e comunicação que precisam ser esclarecidas por todos os envolvidos. Evitar repetições requer resposta objetiva das autoridades de segurança e dos clubes, sob pena de prejuízo à imagem e de implicações disciplinares no âmbito da competição.