O Santos voltou a registrar atraso nos pagamentos ao elenco: salários que deveriam ter sido quitados até a última segunda-feira (11) e dois meses de direitos de imagem seguem em aberto. A diretoria admite a pendência e projeta pagar, entre terça e quarta, pelo menos o valor registrado em carteira e um mês de imagem antes da partida contra o Coritiba pela Copa do Brasil.
A recorrência do problema acende um sinal de alerta para a gestão. Líderes do vestiário já haviam cobrado explicações da diretoria no Equador, antes do jogo contra o Deportivo Cuenca, quando um dos meses atrasados só foi pago horas antes da partida. Desde então, a dívida voltou a somar parcelas em aberto, o que eleva o risco de desgaste interno no momento mais decisivo da temporada.
Os números oficiais do balanço de 2025 expõem a dimensão do problema: um passivo próximo de R$ 998,5 milhões, sendo mais de R$ 470 milhões em dívida de curto prazo. A combinação de endividamento elevado e fluxo de caixa comprometido limita a capacidade do clube de honrar compromissos imediatos e reduz a margem de manobra da diretoria para negociar prazos e reforços.
No plano esportivo, a incerteza sobre pagamentos pode pesar no clima do grupo e na preparação para o confronto que vale vaga nas oitavas. Para além do impacto imediato, os atrasos reforçam a urgência de medidas administrativas capazes de reverter o desequilíbrio financeiro e evitar que problemas extracampo contaminem o desempenho em campo.