O Santos confirmou a classificação às quartas de final da Copa Sul-Americana ao empatar em 0 a 0 com o Macará, em Ambato. Em campo a 2.600 metros de altitude, o time de Cuca adotou uma leitura pragmática: priorizar organização defensiva e controlar os riscos, em vez de forçar uma produção ofensiva que a própria composição da equipe e as condições do gramado não permitiam.
Os desfalques de peso — Neymar, Gabigol e Barreal — reduziram naturalmente o potencial de criação. A grama alta do estádio Bellavista também atrapalhou a circulação de bola, levando o Santos a optar por saídas mais longas e transições diretas, buscando infiltrações de velocidade com Caballero. A alternativa técnica foi limitada, e as melhores saídas vinham da imposição física do meio-campo.
Sem Escobar, suspenso, Cuca deslocou Luan Peres para a lateral esquerda e montou um meio com Gustavo Henrique, João Schmidt e Christian Oliva, que deram consistência e pegada para suportar a pressão. Willian Arão e Luan Peres se destacaram pela leitura defensiva; Gabriel Brazão foi pouco exigido, mas teve intervenção importante em uma finalização de Campana numa bola parada.
O treinador tentou alterar o cenário com Rollheiser e Rafael Gonzaga no intervalo, buscando mais criatividade e presença pelo lado esquerdo, mas o jogo permaneceu travado. O Macará praticamente não aproveitou as brechas para ameaçar com perigo constante. Com a classificação garantida, o Santos agora encara o Atlético-MG nas quartas, onde o equilíbrio defensivo terá de se somar a soluções ofensivas, especialmente se os desfalques persistirem.