O Santos voltou a frustrar a torcida na Vila Belmiro. Depois de dominar o primeiro tempo e abrir 2 a 0 com gols de Bontempo e Gabigol, o time perdeu o ritmo na etapa final, cedeu o empate ao San Lorenzo e amanhece na lanterna do Grupo D da Copa Sul-Americana. Com quatro empates e uma derrota, o Peixe segue sem vitórias no torneio e já não tem mais vaga direta nas oitavas.

Sem Neymar — fora por uma lesão na panturrilha direita — Cuca apostou no retorno de Gabigol ao time titular, e o camisa 9 correspondeu: participou do primeiro gol em contra-ataque que terminou com Bontempo na pequena área e ainda acertou a cobrança que virou 2 a 0 já nos acréscimos da etapa inicial. O resultado deu a impressão de controle, mas as opções feitas no intervalo não preservaram a vantagem.

As substituições alteraram a dinâmica santista. O San Lorenzo cresceu com quase 60% de posse, ganhou confiança e passou a explorar os espaços deixados pelo adversário. Aos 27 minutos do segundo tempo, um corte mal feito de Adonis Frías permitiu desvio de De Ritis que aproximou os argentinos no placar; mais tarde Auzmendi aproveitou a desatenção entre os zagueiros para empatar. A pressão aumentou e a virada argentina não saiu por pouco.

Além do resultado em si, a reação expôs problemas táticos e de consistência: falta de criatividade após as mudanças, perda de controle do meio e incapacidade de administrar uma vantagem construída com mérito. A vaia da torcida no apito final é reflexo direto de um time que ainda não mostra soluções para fechar jogos na América do Sul.

O calendário não dá trégua: resta ao Santos vencer o Deportivo Cuenca, na terça-feira às 21h30 (de Brasília), novamente na Vila, para ao menos buscar o segundo lugar do grupo e disputar o playoff com um terceiro da Libertadores. A exigência é clara: será necessário reação imediata e ajustes de Cuca para evitar desgaste maior já na fase de grupos.