O Santos consultou o Corinthians sobre a possibilidade de levar o clássico contra o Palmeiras para a Neo Química Arena na próxima quarta-feira, mas a ideia não avançou: a partida seguirá na Vila Belmiro. A tentativa revela a busca do clube por alternativas diante das limitações do seu estádio.
Segundo interlocutores, a aproximação entre Marcelo Teixeira, presidente do Santos, e Osmar Stábile, do Corinthians, facilitou a consulta. O Corinthians chegou a sinalizar positivamente, mas a coincidência de um jogo do Timão em Itaquera dois dias depois, contra o Mirassol, pesou contra a mudança de cronograma.
Dentro do Santos não houve consenso. O gramado da Vila não está em boas condições e a capacidade está reduzida por reformas, mas jogadores e membros da comissão técnica defenderam manter o clássico em casa — argumento ligado à pressão que a Vila pode exercer sobre o adversário. A disputa expõe um trade-off clássico: receita maior em estádio neutro ou capital versus vantagem esportiva e identidade com a torcida.
O clube também protocolou junto à CBF um pedido para levar a partida contra o Grêmio, pela 36ª rodada, ao Morumbi; ainda não há definição. Já o jogo da última rodada, contra o Botafogo, não poderá ser em São Paulo por coincidência de horários na capital. O episódio mostra as limitações logísticas do calendário e as escolhas que clubes precisam fazer entre interesses financeiros e estratégias de campo.