O empate em 2 a 2 com a Chapecoense, na Vila Belmiro, ampliou a inquietação no Santos. O time saiu na frente com gol de Neymar, cedeu a virada — com gol de Marcinho e um contra de João Ananias — e buscou o empate no final, em cobrança de pênalti convertida pelo camisa 10. O resultado deixa o Peixe com 22 pontos, muito próximo da zona dos quatro últimos colocados do Campeonato Brasileiro.
Na coletiva, Cuca foi direto ao ponto: “O rebaixamento claro que preocupa. Temos que fazer 23 pontos pelo menos”, disse o técnico ao admitir o risco. O treinador criticou a displicência no confronto considerado “para se impor e vencer” e ressaltou que o time não conseguiu manter a regularidade nas últimas semanas, alternando vitórias e tropeços em jogos decisivos.
O jogo teve duas fases claras: um primeiro tempo favorável ao Santos, com Neymar dando esperança, e um segundo tempo em que a equipe sofreu um apagão e perdeu a vantagem em 17 minutos. Apesar da pressão final — com pênalti a favor e a conversão que garantiu o empate — a sensação foi de ponto perdido diante do lanterna, em partida em que a equipe mostrou falhas de posicionamento defensivo.
Além do impacto imediato na tabela, o empate complica a agenda do clube. O Santos volta suas atenções para a Sul‑Americana, contra a Universidad Central (Venezuela), e terá o Athletico‑PR na Vila sem Neymar, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. A cobrança sobre Cuca e o elenco tende a aumentar: exigir uma sequência de resultados virou condição mínima para afastar o risco real de queda e dar sobrevida ao projeto no Brasileiro.