Com a defesa comprometida por lesões, o Santos entra em campo neste sábado, às 21h, na Vila Belmiro, precisando de um resultado contra o Bahia para seguir vivo na briga por uma vaga na Copa Libertadores de 2027. O confronto, válido pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, tem peso duplo: além dos três pontos, é um teste de convicção para um time que retomou sua vocação ofensiva nas últimas rodadas.
O técnico Cuca terá ao menos uma alteração em relação ao time que venceu o Fluminense. O zagueiro Lucas Veríssimo, fora por lesão, deve abrir espaço para o jovem João Alencar. A lista de desfalques inclui ainda o lateral-esquerdo Escobar, os volantes Willian Arão e Arthur, e nomes que já estão no departamento médico há mais tempo, como o goleiro Gabriel Brazão e o lateral Vinicius Lira. A série de ausências força ajustes na linha defensiva e reduz as opções de rodagem no elenco.
A tendência é que o time preserve a proposta ofensiva com Diógenes no gol; Rodinei, João Alencar, Luan Peres e Barreal na defesa; Gustavinho e Gabriel Bontempo no meio; e Philippe Coutinho, Neymar, Éverton Cebolinha e Gabigol na frente. Esse ataque de peso é a principal esperança do Peixe, mas a fragilidade no setor de trás expõe o time em bolas paradas e transições, pontos que o adversário pode explorar em um duelo direto na tabela — o Bahia tem 49 pontos, quatro a mais que o Santos.
A pressão por resultado aumenta a responsabilidade de Cuca e do elenco jovem que vem sendo acionado. Se a vitória devolver confiança e colocar o Santos mais próximo da zona de classificação, será um alívio para a reta final; uma derrota, por outro lado, compactaria ainda mais as dificuldades do clube dentro de campo. Fora das quatro linhas, o clube também navega decisões institucionais importantes, com sócios convocados a votar reforma do estatuto em novembro, cenário que torna a sequência do time ainda mais relevante para a imagem do projeto.