O Santos divulgou nota à imprensa com sua versão sobre a condição de Neymar após uma avaliação pública da Comissão Técnica da Seleção. O clube afirma que, no dia 18 de maio, enviou à CBF o resultado integral dos exames — imagens e laudo — realizados depois da saída do jogador contra o Coritiba, em 17 de maio. A versão do Santos, que descrevia o problema como um edema na panturrilha direita, foi contestada pela equipe médica da Seleção.
Segundo o clube, entre 18 e 27 de maio Neymar não realizou trabalhos com bola e ficou sob os cuidados do fisioterapeuta Rafael Martini, que tem vínculo também com a CBF. O Santos informou ainda que avaliava entregar o atleta em condição de jogo ou em condição próxima à aptidão à Seleção quando ele se apresentou em 27 de maio, no Rio de Janeiro.
Na reapreciação da Comissão Técnica, liderada pelo médico Rodrigo Lasmar, a ressonância apontou um quadro de maior gravidade. Lasmar informou à imprensa que a recuperação deve levar de duas a três semanas — prazo que, caso se confirme, colocaria em risco a participação do atacante nos amistosos e inclusive a estreia do Brasil na Copa do Mundo, em 13 de junho, contra o Marrocos. Por ora, a CBF manteve o jogador no elenco e optou por acompanhar a evolução antes de qualquer decisão sobre corte.
A divergência pública revela uma falha de comunicação entre clube e Seleção em momento sensível da preparação para o Mundial. Além do risco desportivo imediato sobre a disponibilidade de Neymar, a troca de versões expõe custo reputacional para ambas as instituições e aumenta a pressão por transparência nos critérios médicos. A situação obriga Santos e CBF a coordenarem cronograma, exames e mensagens ao torcedor para evitar ruídos que podem afetar a confiança no processo de preparação da Seleção.