O Santos saiu de campo com um empate por 2 a 2 diante do Bahia que reforça um ponto vulnerável da temporada: a inconsistência defensiva. Rollheiser foi o principal nome do Peixe — converteu os dois pênaltis e foi o jogador mais participativo no setor ofensivo —, mas o esforço individual não bastou para garantir os três pontos.

A partida teve lampejos positivos, inclusive boas intervenções do goleiro, mas também erros capitais. Em um dos gols do Bahia o arqueiro estava adiantado e acabou encoberto pela cobrança de falta de Luciano Juba; na sequência, um zagueiro do Santos falhou ao não acompanhar Willian José, permitindo o empate. Esses lapsos anulam as intervenções isoladas e expõem problemas de marcação e comunicação.

No lado individual, a estreia do chamado 'Menino da Vila' foi um dos pontos animadores: seguro nas coberturas pelo lado esquerdo e eficiente tanto no jogo aéreo quanto nas bolas rasteiras. O lateral direito sofreu com a intensa movimentação de Cristian Olivera, mas segurou boa parte dos ataques. O meio-campo mostrou leitura e interceptações quando esteve mais compacto, mas algumas faltas evitáveis e decisões erráticas prejudicaram a fluidez.

Tecnicamente a proposta funcionou enquanto o time manteve a base; depois das mudanças feitas pelo técnico, o Santos perdeu referência e permitiu a reação do Bahia. O resultado deixa o time com sensação de oportunidade perdida e abre questionamentos sobre timing das substituições e ajustes defensivos para os próximos compromissos.