O Santos voltou de Salvador com um gosto amargo: depois de abrir 2 a 0 — ambos os gols de Rollheiser, em cobranças de pênalti — cedeu o empate ao Bahia e somou apenas um ponto na 13ª rodada do Brasileirão. O empate deixa o clube em 15º, com 14 pontos, e sujeito a entrar na zona de rebaixamento conforme os demais resultados da rodada.

O problema foi concreto: quando teve a chance de liquidar a partida o Peixe desperdiçou. Lautaro Díaz teve duas oportunidades claras — uma aos 25 minutos do segundo tempo, em finalização em cima do goleiro Léo Vieira, e outra já com o placar igualado, quando perdeu o domínio diante de um companheiro livre — e não conseguiu transformar domínio tático em gol que definisse o jogo.

A leitura tática não é inteira negativa: o time mostrou aplicação e marcação, mas faltou frescor físico e substituições mais cirúrgicas. Rony e Mayke tiveram atuações abaixo do esperado e as trocas não recuperaram a intensidade; manter os mesmos 11 por 90 minutos tem se mostrado uma limitação. A sequência de erros no fim de partidas começa a pesar na conta.

Mais do que um ponto perdido, o empate expõe uma tendência preocupante: repetir o roteiro do ano passado de briga para sair da parte de baixo da tabela, apesar de um elenco com potencial. O resultado amplia a cobrança sobre comissão técnica e diretoria e exige respostas imediatas, seja em ajustes táticos seja em maior eficiência nas finalizações.