O Santos saiu de Porto Alegre com uma vitória suada por 3 a 2 sobre o Internacional, em jogo que teve dois protagonistas claros: Gabigol e Rollheiser. Os dois foram decisivos no primeiro tempo — Rollheiser participou com desequilíbrio na criação e deu o passe para o gol que ampliou, enquanto Gabigol esteve presente nas jogadas de perigo e foi peça-chave na construção do lance que originou o pênalti.

A equipe de Dorival Jr. repetiu a proposta vista na rodada anterior: controle e intensidade na etapa inicial. A dupla Luan Peres e Willian Arão funcionou bem na contenção, e algumas peças improvisadas deram conta do recado. No entanto, o time caiu de rendimento depois do intervalo, permitiu que o Internacional mudasse a tática após a expulsão no início do segundo tempo e passou a sofrer mais com as transições adversárias.

O Inter reagiu com gol bonito de Aguirre e voltou completamente ao jogo após um pênalti nos minutos finais — convertido por Bruno Henrique — que recolocou a partida em risco. Há sinais de alerta: substituições de impacto foram necessárias para segurar o resultado, e alguns jogadores não repetiram as atuações sólidas do primeiro semestre, mostrando limitação de elenco em momentos de pressão.

No balanço, vale a vitória fora de casa, mas também as lições: o Santos precisa manter a consistência pelos 90 minutos e evitar erros individuais que permitem reações rivais. Gabigol e Rollheiser justificaram a confiança, mas o recado tático e físico ficará para o trabalho da comissão técnica nas próximas semanas.