O Santos saiu de São Januário com uma vitória contundente: 3 a 0 sobre o Vasco que não apenas alivia a tabela, mas aponta uma mudança de postura. A dupla Neymar e Gabigol apareceu mais funcional: Neymar com presença de capitão, sem se envolver em polêmicas, e Gabigol cumprindo o papel de referência ofensiva que a equipe precisa para definir jogos.
A correção de rumos passa também pelo coletivo. Cuca promoveu alterações que deram mais fluidez ao meio-campo: a entrada de Rollheiser na etapa final aumentou o volume e ajudou a transformar chances em gols. No fundo, ter um goleiro como Gabriel Brazão funcionando dá segurança a um time que ainda depende muito da capacidade de decisão dos atacantes.
Os números de Gabigol — 17 gols em 34 partidas — confirmam sua importância, mesmo com oportunidades perdidas em São Januário. Neymar, essencial dentro e fora de campo nas últimas exibições, não deve viajar a Ambato para o jogo na Sul-Americana, mas volta a ser opção para o compromisso do domingo contra o Mirassol na Vila Belmiro. A condição física do camisa 10 e sua disponibilidade serão peças-chave nas próximas semanas.
O calendário é exigente: o clube encara o Macará no Equador por uma vaga nas quartas da Sul-Americana e, na sequência, tem confrontos decisivos na Copa do Brasil, com o duelo contra o Palmeiras marcado para o dia 26 no Nubank Parque. A vitória em São Januário aumenta a confiança, mas também evidencia a dependência nas estrelas. Para transformar boa fase em trajetória segura rumo à permanência e a campanhas longevas nas copas, o Santos precisa consolidar alternativas e manter consistência.