O Santos abriu conversas para contratar o meia Lima, atualmente emprestado pelo Fluminense ao América, do México. O jogador se encaixa no perfil procurado: pouco utilizado no clube mexicano e com possibilidade real de transferência imediata. A tratativa, porém, esbarra em um obstáculo financeiro que impede o registro de novos atletas pela diretoria.
O clube continua impedido de inscrever reforços enquanto não quitar um transfer ban de R$ 12 milhões junto ao Mônaco, referente à contratação de Jean Lucas. A penalidade, ativa junto à Fifa, é apontada internamente como razão para a cautela na janela: pagar agora exigiria esforço que poderia comprometer o fluxo de caixa mensal — salários e despesas operacionais — e, por isso, o clube diz que só avançará com o vencimento quando houver certeza de que um reforço brigará por vaga no time titular.
Na tentativa de repor o elenco, o Santos chegou a ter encaminhada a chegada do lateral Gastón Martirena, do Racing, em uma negociação que envolveria o zagueiro Adonis Frías. A proposta, no entanto, esfriou após o Atlas (MEX) demonstrar interesse em Frías; o cenário hoje mais provável é a venda do zagueiro ao México e a permanência de Martirena no Racing para a sequência da temporada.
O caso expõe limitação prática na gestão esportiva: o transfer ban não é apenas um entrave burocrático, mas um fator que condiciona decisões e força prioridades financeiras sobre as necessidades do elenco. Para trazer Lima e registrá-lo, o Santos precisa resolver a pendência ou garantir uma operação que justifique o desembolso — caso contrário, a janela ficará marcada por negociações abortadas e pressão por saídas que equilibrem as contas.