O Santos voltou a tropeçar longe da Vila e agora ocupa uma vaga na zona de rebaixamento após a derrota por 3 a 2 para o Grêmio, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mais uma vez, a equipe criou volume ofensivo e saiu na frente, mas não conseguiu segurar a vantagem e cedeu a virada em falhas que se repetem ao longo da temporada.
O padrão de erros é preocupante. Sob o comando de Cuca, que já acumula 16 jogos no cargo, o time abriu o placar com frequência — em 12 partidas —, mas permitiu empate ou revés em oito dessas ocasiões. Na Arena, a influência decisiva veio da retaguarda: Adonis Frías errou em jogadas que originaram os dois primeiros gols do adversário, dando espaço para a finalização de Carlos Vinícius. Antes disso, Gabriel Brazão fez defesa importante para impedir que o placar abrisse ainda mais cedo.
A situação é agravada pela lista de ausências. Jogadores como Vinícius Lira, João Schmidt, Gabriel Menino, Rollheiser, Neymar e Thaciano ficaram de fora; Christian Oliva sequer tinha condições reais de jogo e esteve apenas no banco. Ainda há atletas em campo lidando com cansaço e dores — caso de Escobar, que atuou no sacrifício, e de Gustavo Henrique e Gabriel Bontempo, que também vêm sentindo problemas físicos.
Além do desgaste físico, a equipe carece de atenção por 90 minutos e de soluções defensivas imediatas. Cuca diz que não vai abandonar o time, mas os números colocam pressão sobre a comissão técnica e os jogadores: manter a postura atual aumenta o custo competitivo e torna a recuperação mais difícil. Para sair da zona de risco, o Santos precisa reduzir erros individuais, reforçar a consistência e priorizar a estabilidade defensiva nas próximas rodadas.