O que parecia um momento promissor na Vila Belmiro terminou em frustração. O Santos de Cuca começou dominando e criou chances nos minutos iniciais — Gabigol teve duas oportunidades, uma bloqueada e outra anulada —, mas esmoreceu e não transformou superioridade em gol no empate por 0 a 0 com o Coritiba, pela ida da quinta fase da Copa do Brasil.
A partida expôs a dependência ofensiva do time em Neymar. O camisa 10 foi o jogador mais ativo (seis finalizações, sete faltas sofridas), inclusive com uma cobrança de falta que bateu na trave aos 42 minutos, mas não teve o peso decisivo. A troca de passes e a tomada de decisão no terço final ficaram aquém do necessário para romper o bloqueio adversário.
O segundo tempo trouxe ainda mais sinais de alerta: o Coritiba encontrou espaços e chegou a acertar o travessão com Breno Lopes aos 14 minutos, enquanto Pedro Rocha desperdiçou chance clara na pequena área. A equipe santista ainda teve a preocupação extra com a saída de Gustavo Henrique por lesão no primeiro tempo, o que mexeu na organização defensiva.
Ao fim, a Vila reagiu com vaias e protestos — reflexo de uma sequência que deveria ter servido para embalar o trabalho de Cuca e que, ao contrário, deixa dúvidas. O 0 a 0 complica a ida na Copa do Brasil e amplia a pressão sobre a equipe: sem melhora imediata na criação e com lesões, o Santos corre risco de ver a confiança do torcedor e o plano do treinador desgastados.