O Santos foi derrotado pelo Fluminense por 3 a 2, de virada, na Vila Belmiro, e voltou a evidenciar um problema recorrente: instabilidade emocional que compromete resultados. Apesar de momentos de controle, o time não conseguiu manter a consistência e permitiu a reação do adversário.

Os três cartões amarelos recebidos no primeiro tempo — a Igor Vinícius, Gustavo Henrique e Gabigol — são sintomáticos do nervosismo. As infrações, em sua maioria evitáveis, deixaram o clube sem esses titulares para o confronto seguinte, contra o Bahia, e reduziram opções em um momento já tenso da campanha.

A partida teve sequência de altos e baixos: 25 minutos de domínio santista, o gol que levou à desestabilização, e cinco minutos que bastaram para o Fluminense assumir o controle. Na etapa final, o Santos ainda chegou a reagir, mas cedeu o empate logo após marcar o segundo gol. Substituições que não surtiram efeito e uma oportunidade clara perdida por Neymar — que preferiu passar para Rollheiser em condição de armar o ataque — antecederam a virada.

O problema é claro e urgente: o Peixe precisa aprender a controlar as emoções e a ‘matar’ jogos. A mesma instabilidade já custou caro na Copa Sul-Americana e agora ameaça comprometer a campanha no Brasileirão. A derrota aumenta a cobrança sobre a comissão técnica e acentua o risco de desgaste no elenco, exigindo respostas rápidas na postura e na gestão das partidas.