O Santos entrou no Maracanã com o risco de ver escapar uma partida que havia começado mal, mas a conversa de Cuca no intervalo mudou o roteiro: a equipe venceu o Fluminense por 2 a 1, na 31ª rodada do Brasileirão, e alcançou 45 pontos — o número necessário para confirmar a permanência na elite. A virada trouxe alívio imediato, mas também pistas sobre a composição do time daqui para frente.

Foram dois tempos de características opostas. No primeiro, o Santos exibiu dificuldades defensivas, especialmente pelo lado esquerdo, e um ataque desencontrado, com erros de passe e pouca criação que permitiram ao Fluminense controlar boa parte das ações. Neymar obrigou o goleiro Fábio a uma defesa importante ainda na etapa inicial, única exceção em um período de baixo rendimento santista.

Na volta do vestiário, o panorama mudou. O time encaixou a marcação, passou a dominar a posse e fez dois gols em oito minutos que definiram a partida. Coutinho abriu o placar e Gabriel Barbosa voltou a aparecer como referência ofensiva na virada. Apesar de chances desperdiçadas — Neymar bateu na trave e Fábio evitou ao menos uma finalização de Rollheiser —, o Santos foi superior e poderia até ter ampliado.

O resultado cumpre o primeiro objetivo da temporada e dá fôlego para a reta final: restam sete jogos, e a ambição agora é buscar uma vaga na Conmebol Libertadores. Ainda assim, o alívio não pode ocultar fragilidades visíveis no primeiro tempo. A capacidade de Cuca de corrigir a equipe ao intervalo foi determinante, mas a manutenção de regularidade e a menor dependência de lampejos individuais serão cruciais se o clube quiser transformar a permanência em avanço concreto na tabela.