O clima na Vila Belmiro esquentou no apito final do empate sem gols entre Santos e Coritiba, pela partida de ida da quinta fase da Copa do Brasil. A reação partiu principalmente do setor das organizadas, que cobraram resultado diante do time e transformaram a saída dos jogadores em momento de protesto. O episódio amplia a pressão sobre a comissão técnica e o elenco em um momento em que a equipe não consegue transformar criação em gols.

O zagueiro Lucas Veríssimo reconheceu, em entrevista veiculada depois do jogo, que a cobrança da torcida é justa e que jogar no Santos traz obrigação de vitória. Segundo ele, o time tem mostrado evolução na criação de chances, mas peca na finalização e no último passe, erros que se repetiram nas partidas recentes e custaram pontos e tranquilidade dentro de casa.

O empate encerrou uma sequência de quatro jogos seguidos na Vila com apenas uma vitória — diante do Atlético-MG — e reforça a necessidade de respostas rápidas. O calendário não ajuda: o Peixe parte para uma série de quatro jogos fora de casa, começando pelo confronto com o Bahia, no sábado às 18h30 (de Brasília), seguido pela viagem à Argentina para enfrentar o San Lorenzo, antes de voltar ao Brasileiro e à Sul-Americana.

A combinação de resultados inconsistentes em casa, protesto organizado e uma sequência de partidas longe da torcida cria um cenário de risco imediato para a estabilidade técnica. Sem correções na eficiência ofensiva, o Santos corre o risco de ver a irritação da arquibancada se transformar em desgaste prolongado sobre jogadores e comissão.