O São Paulo pagou uma bonificação em dinheiro imediatamente após as vitórias sobre o Red Bull Bragantino e o Atlético-MG, prática conhecida no futebol como “bicho molhado”. A divisão ocorreu no vestiário, entre os atletas, em um círculo restrito — não foi anunciada publicamente nem estendida a todos os presentes.
A iniciativa partiu do executivo de futebol Rafinha e recebeu aval do presidente Harry Massis, segundo pessoas próximas à diretoria. Os valores não foram revelados, e a própria cúpula do clube classificou o montante como modesto. A medida foi tratada internamente como um estímulo pontual, sem calendário regular de pagamento.
O clube lembra que já existem bonificações oficiais previstas para classificações em copas e colocação no Brasileirão, que são pagas em momentos definidos da temporada. Rafinha, ao assumir o cargo, disse ter presenciado e recebido esse tipo de prêmio em outras passagens por clubes, o que ajuda a explicar a naturalidade com que a prática foi adotada.
Do ponto de vista interno, o gesto pode ter efeito motivacional imediato, mas também tende a gerar expectativas entre atletas e questionamentos sobre critérios e transparência. A diretoria, por ora, sinaliza restrição orçamentária. O time agora volta atenção à Copa Sul-Americana e ao duelo contra o Boca Juniors, nesta terça-feira, pela fase de quartas de final.