O São Paulo perdeu por 3 a 2 para o Bahia, na Arena Fonte Nova, em uma partida que deixou mais visível uma vulnerabilidade recorrente: todos os gols sofridos nasceram de jogadas aéreas — um cruzamento de Jean Lucas para Nestor, um cruzamento de Marcos Victor que resultou em gol de Erick Pulga e cobrança de falta de Éverton Ribeiro que encontrou Marcos Victor. Foi a primeira vez, desde o início da terceira passagem de Dorival Júnior, que o time tomou três gols em um jogo.
A repetição do problema tem precedentes recentes: na eliminação para o Juventude, pela Copa do Brasil, o Tricolor também sofreu três gols em bolas aéreas — episódio que terminou com a demissão de Roger Machado. Antes disso, na partida contra o Corinthians, o time já havia cedido três gols em um jogo, embora ali apenas um tenha vindo pelo alto. O padrão aponta para falhas de posicionamento e coordenação em cruzamentos e cobranças de bola parada.
Além do golpe tático, o São Paulo encara consequências imediatas: Sabino recebeu o terceiro cartão amarelo e está suspenso para o clássico da próxima quarta-feira, dia 4, na Vila Belmiro — palco escolhido porque o Morumbi está ocupado por shows do BTS. As opções para a zaga passam por Osorio e Toloi, mas a alteração aumenta a margem de erro num confronto que tende a ser decisivo na avaliação do time na reta final do Brasileiro.
O recado é claro para Dorival e comissão: correções são urgentes. Ajustes em marcação por setor, responsabilidade nas bolas paradas e cuidado com a transição defensiva precisam ocorrer rápido para evitar que o desgaste defensivo se transforme em perda de pontos e pressão institucional maior sobre o projeto. A defesa, que entrou na rodada como a terceira melhor do campeonato com 35 gols sofridos em 32 partidas, viu a consistência ameaçada em uma janela de calendário que não dará folga.