A eliminação nas quartas da Copa Sul-Americana deixou o São Paulo com um calendário claro: só resta o Brasileirão até o fim da temporada. Com 12 partidas por disputar — 36 pontos em jogo — o time ocupa atualmente a 11ª posição, com 33 pontos, e convive ainda com a incerteza sobre o retorno do lateral Buta.
No cenário mais conservador, a equipe mira a referência histórica de 45 pontos para selar a permanência na Série A. Isso exige mais 12 pontos nas 12 rodadas restantes: um aproveitamento de 33,3%, equivalente a quatro vitórias. O técnico Dorival Júnior tem cobrado foco no Campeonato e advertiu que não há espaço para vacilos.
Do lado da direção, o discurso é mais ambicioso. O executivo Rafinha projeta ao menos a disputa por vaga em torneio internacional. Para alcançar uma pontuação de corte mais confortável — perto de 50 pontos, citado por levantamentos de mercado — o São Paulo precisaria somar 17 pontos (o que implica em cinco vitórias e dois empates). Historicamente, essa marca varia ano a ano.
Sonhar com Libertadores complica o quadro: a média para o quinto lugar costuma ficar na casa dos 62 pontos, o que exigiria 29 dos 36 pontos restantes (aproveitamento de 80,6%), uma sequência muito superior ao rendimento atual. O calendário ajuda em parte — oito partidas serão no Morumbi ou em casa — mas o estádio terá restrições, e um clássico com o Corinthians pode acabar sendo disputado na Vila Belmiro por causa de shows no Morumbi.
A avaliação prática é simples: buscar os 45 pontos é objetivo imediato e factível; mirar vaga continental pede mudança substancial de desempenho e aumenta exigência sobre elenco, comissão e diretoria. Falhar em garantir a permanência ampliaria a pressão sobre Dorival e a gestão, enquanto uma arrancada por vagas internacionais transformaria a temporada e aliviaria o impacto financeiro e reputacional da queda precoce nas competições de mata-mata.