Um problema recorrente voltou a custar caro ao São Paulo. No empate por 2 a 2 com o Bahia, disputado em Bragança Paulista porque o Morumbi foi usado para show, as chances criadas pelo time não foram convertidas e resultaram na perda de dois pontos diante de um adversário direto na luta por vaga na Libertadores.
O Tricolor começou bem, abriu vantagem e manteve controle em momentos importantes, mas viu o adversário reagir. O retorno de Lucas, após fratura em duas costelas, durou cerca de 20 minutos: ele sofreu nova lesão e deixou o campo visivelmente abalado. Alan Franco também se machucou, e Roger Machado já havia esgotado as cinco substituições — situação que deu ao time a necessidade de seguir praticamente com dez em campo nas fases decisivas.
Os números dão dimensão do drama: São Paulo finalizou 17 vezes, com nove tiros certos; o Bahia finalizou 18 vezes e teve oito no alvo. Estatisticamente o empate encontra justificativa, mas a leitura mais direta é que o excesso de preciosismo nas conclusões e a incapacidade de transformar volume em gols permitiram ao rival manter-se vivo até o fim, quando o empate saiu nos acréscimos.
A repetição do padrão — criar, não definir e sofrer nas compensações físicas e táticas — aponta para ajustes urgentes. Além de cobrar mais objetividade na área, a equipe precisa rever gestão de elenco e alternativas no banco. Se a tendência persistir, o custo político e esportivo para Roger Machado e para a campanha na tabela tende a crescer.