O São Paulo voltou a sentir o peso da sequência ruim neste sábado: empate por 1 a 1 com o Coritiba no Morumbi e mais vaias de uma torcida que já não admite tropeços. O atacante Calleri saiu do campo reclamando de um lance nos minutos finais, quando diz ter sido atingido por um chute de Keno dentro da área. A árbitra Charly Derreti mandou seguir e o VAR não reviu a jogada, o que intensificou a revolta no estádio, com público superior a 44 mil presentes.

Além da queixa pontual sobre a arbitragem, a leitura do camisa 9 foi de autoavaliação dura: o time voltou a jogar abaixo do exigido. Apesar de amplo domínio de posse em parte do jogo, o Tricolor não conseguiu traduzir em vantagem no placar e acabou sofrendo o empate no segundo tempo. A sequência de nove partidas sem vitória deixa o clube em uma situação incômoda: o time ocupa a 12ª colocação, com 27 pontos, e vê seu aproveitamento e paciência da torcida se esgotarem.

O resultado amplia a pressão sobre comissão técnica e diretoria num calendário apertado. Antes do próximo compromisso pelo Campeonato Brasileiro, contra a Chapecoense, o São Paulo tem pela frente o jogo de volta das oitavas da Sul-Americana contra o Bolívar, no Morumbi — sequência que exige organização e resposta imediata sem espaço para oscilações. A incapacidade de vencer afeta não só a classificação, mas também o clima interno e a margem de erro para decisões táticas e de elenco.

Há, por fim, um foco institucional na partida: a ausência de revisão pelo VAR em lance duvidoso aumenta a sensação de inconsistência nas decisões de arbitragem e alimenta a tensão entre clube, torcida e federação. Se a avaliação técnica do elenco é negativa, a falta de clareza em momentos decisivos apenas potencializa a crise de resultados. O São Paulo precisa reagir em campo para recuperar confiança e reduzir o ruído externo que já cobra providências imediatas.