O São Paulo entrou no Morumbi precisando da vitória para chegar aos 40 pontos e ganhar fôlego na briga por uma vaga internacional. Saiu na frente com gol de Luciano, após pênalti sofrido por Ryan Francisco, mas permitiu a virada: Gabigol empatou de cabeça e fez o segundo no início do segundo tempo. O 2 a 1 deixou o time em 11º, a dez pontos do Bahia, primeiro dentro da zona de Libertadores.
O resultado acentuou fragilidades já conhecidas: desfalques importantes — Domingos Duarte fora da temporada por ruptura do LCA, Calleri suspenso e Rafael fora ainda no aquecimento — e uma atuação defensiva insegura. Toloi perdeu a marcação em lance do empate e sofreu na jogada do segundo gol, enquanto o goleiro Carlos Coronel foi vazado em bola aérea que poderia ter sido evitada.
A reação de Dorival Júnior no fim, com mudanças para tentar sufocar o Santos, não bastou. A equipe teve de usar as cinco substituições; Luciano terminou mancando, e Marcos Antônio e Wendell reclamaram de dores. São sinais práticos de desgaste físico e de um elenco em montagem que ainda não encontrou consistência para ir além da meta já modesta traçada no começo do ano: os 45 pontos.
Restam dez rodadas e a derrota amplia a sensação de que a temporada pode terminar em cumprimento de tabela, não em superação. A sequência não dá trégua: na quarta-feira o São Paulo enfrenta o Cruzeiro no Mineirão. Mais do que pontos, o clube precisa de respostas rápidas em organização defensiva, opções ofensivas e gestão de lesões para evitar que o plano de recuperação se resuma a atingir o simplesmente suficiente.