Sabino foi o nome do São Paulo na partida que terminou em 0 a 0 contra o Millonarios pela Copa Sul-Americana. O zagueiro salvou ao menos duas bolas claras — cortou um cruzamento que chegava à segunda trave e se atirou com o tempo certo para travar uma finalização após erro de Cédric — e ainda fez boa intervenção nos acréscimos em cabeçada de Angulo.
A defesa, escalada em linha de três e com várias alterações, teve momentos de segurança, mas também evidenciou falta de entrosamento. Houve indecisões em disputas aéreas e passes errados que quase resultaram em gol adversário; faltou coordenação em alguns lances que obrigaram a linha a se recompor com esforço.
No ataque, a equipe foi inofensiva. A tentativa de usar a velocidade de Tapia pela direita não se traduziu em jogadas claras e o time pouco produziu pelas laterais. André quase abriu o placar com cabeçada no travessão, mas, de modo geral, faltou consistência e presença ofensiva suficiente para ameaçar a vitória.
O meio-campo teve lampejos: um volante apareceu bem na pressão e um meia mudou o ritmo após entrar, mas essas iniciativas não foram suficientes para sustentar uma melhora contínua. As substituições no segundo tempo procuraram dar mais mobilidade, sem, contudo, alterar a falta de criação no terço final.
O empate deixa a sensação de que a equipe é capaz de segurar o resultado defensivamente mesmo com reservas, mas permanece carente de soluções ofensivas. Sem gols, o São Paulo conquista um ponto e o técnico ganha um lembrete claro sobre a necessidade de ajustes na criação e na escolha da formação para avançar na Sul-Americana.