O São Paulo entrou em campo menos ligado do que a Chapecoense e pagou o preço: o time teve dificuldade para sair jogando com a bola dominada, com a defesa cometendo erros de saída e de posicionamento. O goleiro, no entanto, fez boas intervenções e não teve culpa no gol sofrido, evitando que o placar fosse ainda mais elástico.

A linha defensiva teve desempenho irregular. Houve marcações falhas, passes errados que quase resultaram em gol e jogadores abaixo do que costumam apresentar — alguns chegaram a perder a referência com os colegas e precisaram ser substituídos. Em contraste, um dos laterais foi o melhor do setor, participando bastante do ataque e criando as melhores jogadas ao subir ao apoio no segundo tempo.

No meio e no ataque, faltou efetividade. Um dos meias, mais centralizado do que nas últimas partidas, apareceu com qualidade e deu um passe magistral que terminou em bola na trave de Luciano; Artur se movimentou bastante e teve oportunidade clara, mas o time não capitalizou. Calleri, que vinha em sequência de jogos, sentiu a lesão após ser mantido em campo — outro elemento que complica a rotação ofensiva prescrita pelo técnico.

A leitura final é preocupante: a tentativa de proteger um titular como Marcos Antônio, deixando Calleri em campo, não trouxe o resultado esperado e acabou gerando custo físico ao argentino. A falta de compactação defensiva e a pouca produtividade ofensiva obrigam a comissão técnica a rever escalações e rotina de recuperação antes dos próximos jogos. Para um clube que busca regularidade, a partida expôs dúvidas que precisam ser corrigidas com urgência.