O clássico terminou com sensação de derrota anunciada para o São Paulo. A expulsão de Osorio, após um carrinho que interrompeu um contra-ataque e foi revisado pelo VAR, desorganizou a equipe e mudou por completo a estratégia de Dorival Júnior. Em campo reduzido, faltou capacidade de segurar a bola e impedir os movimentos do adversário.

Pablo Maia acabou atuando como personagem decisivo de forma negativa. Até o intervalo vinha com participação sólida, mas um erro de saída de bola transformou-se em gol seis segundos depois. Mais à frente, nova perda de posse no início do segundo tempo resultou no segundo gol do Palmeiras — falhas que não podem ser dissociadas do placar final.

Individualmente houve pontos positivos: o goleiro teve defesas importantes, outros jogadores mostraram polivalência e Ferreirinha fez um dos melhores jogos recentes, alternando dribles e participação nas triangulações. Ainda assim, a performance coletiva apagou esses lampejos, sobretudo após a expulsão que deixou o time vulnerável pelos lados.

A recomposição defensiva feita no intervalo não foi suficiente: erros de marcação e desatenção nos cruzamentos permitiram que Murilo e outros atacantes do rival explorassem a área. A vitória adversária nasceu tanto das falhas do São Paulo quanto da capacidade do Palmeiras de aproveitar espaços num momento em que a equipe tricolor já tinha perdido o ímpeto.

O resultado deixa questões abertas para a comissão técnica. A gestão de elenco e a escolha por jogadores com menos ritmo no clássico precisam ser reavaliadas diante do custo de um cartão vermelho em jogo decisivo. Para o torcedor, resta a cobrança por mais controle de bola e disciplina tática nos próximos compromissos.