O São Paulo entrou em campo com domínio e volume de jogo, especialmente no primeiro tempo, mas não conseguiu transformar posse em chances claras e gols decisivos. A equipe voltou do intervalo sem alterações e com a intenção de explorar as oportunidades — o que não ocorreu. A principal cena foi a perda de chance dentro da pequena área por Calleri, que simbolizou o desperdício tricolor na etapa final.

A situação piorou quando o atacante acabou envolvido no lance que resultou em pênalti para o Vasco. A partir dali, e após as mexidas de Renato Gaúcho, o São Paulo recuou de forma perceptível, deixando o rival cada vez mais confortável perto de seu gol. No segundo tempo, em um bate-rebate dentro da área, a bola acabou no fundo da rede e consumou a virada vascaína.

O resultado reforça um padrão recente: o time venceu apenas uma das últimas seis partidas no Brasileirão, alternando momentos competitivos com quedas de rendimento na etapa final. O contraste com o início do trabalho de Roger — quando havia viradas e ajustes bem-sucedidos nos segundos tempos — acendeu o sinal de alerta no clube e na torcida.

Além do impacto imediato na tabela e no risco de saída do G-4, a derrota amplia a pressão sobre a comissão técnica e exige mudanças de postura tática. O confronto de terça-feira, pela Copa do Brasil, no Morumbi, aparece agora como partida de caráter decisivo para a continuidade de um projeto que perdeu consistência nas últimas semanas.