A Fifa aplicou novo transfer ban ao São Paulo por uma dívida de US$ 300 mil (cerca de R$ 1,5 milhão) com os agentes do argentino Galoppo, e incluiu na decisão a possibilidade de dedução de até seis pontos no Brasileirão caso o clube não quite o débito em 60 dias. A imposição elevou o risco esportivo sobre o time justamente na reta final da competição.

O clube recebeu prazo para pagar uma taxa da punição até 30 de outubro e as parcelas da dívida até o começo de dezembro; o período de 60 dias citado no processo se encerraria na última rodada do Brasileirão, em 2 de dezembro. A inclusão da perda de pontos encontra respaldo no artigo 21 do Código Disciplinar da Fifa, que trata de agravamento por reincidência e descumprimento persistente.

O episódio acende a pressão sobre a diretoria. O São Paulo já teve outra punição nesta temporada — pelo atraso no pagamento à Lazio por Marcos Antônio, tema que só foi resolvido em agosto — e a repetição pesa na análise da entidade internacional. A diretoria diz estar confiante em resolver a pendência nesta semana e aponta o adiantamento de até R$ 110 milhões da Ticketmaster em 45 dias como ferramenta para aliviar o caixa.

No aspecto prático, a dedução de seis pontos teria impacto direto na tabela: o clube, 11º com 36 pontos, cairia para perto da zona de rebaixamento. Mais do que uma sanção financeira, a medida implica custo esportivo e de planejamento — pressão sobre elenco e comissão técnica e necessidade de priorizar liquidez em um momento crucial da temporada.