O São Paulo venceu o Atlético-MG por 2 a 0 no Morumbi, com gols de Luciano e Iago, e teve a atuação mais consistente desde a chegada de Dorival Júnior. A estatística foi eloqüente: 21 finalizações a 2, marca de superioridade ampla que refletiu controle territorial e objetividade ofensiva. A vitória também pôs fim à sequência invicta de 14 jogos do Galo.

Dorival manteve o esquema com três zagueiros, adotado pela primeira vez contra o Bragantino, e agora mais sólido na prática. A variação tática deu espaço para alas com perfil ofensivo: Lucas Ramon se destacou na função de ala, participando diretamente dos gols — inclusive com assistência para Iago — e permitindo que os atacantes trocassem posições com fluidez.

No ataque, o jogo ganhou movimento com Gustavo Santana como opção móvel e Luciano em papel de falso 9, alternando entre referência e infiltração. Artur teve atuação discreta no primeiro tempo, mas cresceu na etapa final e foi determinante ao envolver a defesa adversária. As substituições do técnico surtiram efeito e devolveram intensidade ao time quando ele ameaçava cair de produtividade.

O resultado tem consequência prática: além dos três pontos, o São Paulo encontra um desenho tático que pode dar sequência a uma recuperação mais confiável, abrindo caminho para encarar a Sul-Americana com outra ambição. Para o Atlético-MG, a derrota expõe vulnerabilidades contra pressão alta e coloca em cheque a estabilidade que a invencibilidade vinha mascarando.